
Foto: Diliff · CC BY 2.5
Ficha taxonómica
- Nome científico
- Ursus arctos horribilis
- Ordem
- Carnivora
- Família
- Ursidae
- Género
- Ursus
- Habitat
- Florestas, montanhas e tundra do interior
- Peso
- 95–389 kg
O grizzly (Ursus arctos horribilis) é o urso-pardo do interior da América do Norte. Não é uma espécie própria — é uma subespécie —, e o nome que lhe ficou vem de um mal-entendido de há dois séculos.
De onde vem o nome
Meriwether Lewis e William Clark, na expedição que atravessou o oeste norte-americano, descreveram-no como «grisley». A palavra podia significar duas coisas: «grisalho», pelas pontas cinzentas dos pêlos, ou «medonho». George Ord resolveu a ambiguidade em 1815 ao classificá-lo formalmente como U. horribilis — e ficou a segunda leitura.
Como se distingue
A marca mais fiável é a corcova nos ombros, uma massa muscular que os ursos-pardos adultos têm e que os ursos-pretos americanos não têm. É o traço que os guardas de parque ensinam a procurar, porque a cor não serve: um grizzly pode ser quase louro ou quase preto.
O tamanho muda com a comida
Aqui está o dado que mais surpreende. Um macho da costa da Península do Alasca pesa em média 389 kg. Um macho do interior norte do Canadá pesa 139 kg. São o mesmo animal.
A diferença é o salmão: os grizzlies costeiros têm acesso a uma fonte de proteína que os do interior não têm, e são por isso maiores e mais escuros. É a mesma razão por que o Kodiak, numa ilha cheia de rios com salmão, é o maior de todos.
O que come
Apesar da fama, entre 80 e 90% da dieta é vegetal. Come bagas, pinhões, raízes e ervas, e completa com salmão, alces, roedores e insetos. A imagem do grizzly como predador implacável descreve mal um animal que passa a maior parte do tempo a comer plantas.
Onde vive e quantos são
Alasca, oeste do Canadá — Colúmbia Britânica, Alberta, Yukon, Territórios do Noroeste, Nunavut e norte do Manitoba — e uma faixa do noroeste dos Estados Unidos: Washington, Idaho, Montana e Wyoming, até aos parques de Yellowstone e Grand Teton.
São cerca de 60.000 na América do Norte. O grosso está no Alasca, com 30.000, e no Canadá, com até 29.000 — dos quais 15.075 só na Colúmbia Britânica, segundo a estimativa de 2012.
Nos Estados Unidos contíguos a história é outra. No Ecossistema da Grande Yellowstone há cerca de 1.000, e outros tantos na Divisória Continental Norte, no Montana. Nas Cascatas do Norte, no estado de Washington, restam menos de 20. Por isso o grizzly está classificado como ameaçado nos 48 estados contíguos.